Pela primeira vez, Violeta experimentou a viagem de volta para a academia mais tensa e sufocante. Roman nem mesmo se preocupou com suas habituais insinuações flertativas ou conversas descontraídas. Em vez disso, ele manteve os olhos na estrada, seu rosto impassível.
Mas mesmo com a falta de expressão, Violeta podia dizer que ele estava muito incomodado, pela forma como suas mãos agarravam o volante com força até que as veias de suas mãos saltaram. Até a música que ele ligou era apenas barulho, pois não fazia nada para aliviar a tensão no carro.
Violeta sentou-se rígida em seu assento, contando os segundos até que a viagem acabasse. Seu corpo estava tensionado como uma mola enrolada enquanto cada nervo estava à flor da pele, tornando-a incapaz de relaxar.
Assim que Roman estacionou no estacionamento e parou o carro, Violeta não perdeu nem um segundo. Ela abriu a porta e saiu com a velocidade de um relâmpago.