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Chapter 12 - A Cerimônia

Os momentos na câmara nupcial passavam como sombras fugazes. À medida que seu nome era chamado, os atendentes cuidadosamente arranjavam a cauda de seu vestido.

"Você não deve vacilar."

As palavras severas do Conde ecoavam em sua mente, o peso de suas joias parecia incomumente pesado sob o escrutínio dos convidados reunidos.

Ela avançava mecanicamente, a voz do padre mesclava-se com as decorações vibrantes que a cercavam.

Com um véu obscurecendo seu rosto, ela alcançou o final do corredor — o caminho sagrado da noiva.

"Sua mão."

Uma voz profunda ressoou em seus ouvidos, e ela levantou o olhar para encontrar os olhos do homem que em breve seria seu marido, Duque Everwyn.

Ela colocou sua mão na dele como se estivesse em transe, e a cerimônia começou. No salão deslumbrante, o olhar de Serafina estava fixo apenas nele. Sentindo seu escrutínio, o Duque riu baixinho, "Você parece ter muitas perguntas..."

O padre ainda não havia concluído suas palavras, mas o Duque falou casualmente. Embora só ela ouvisse sua voz, sua compostura permaneceu inabalável.

"...mas aqui não é o lugar para respostas."

"Quando você vai me dizer, então?" ela perguntou baixinho.

Ele tocou levemente sua mão, seus dedos demorando-se sobre seu dedo anelar, um gesto terno à distância.

"Informarei você assim que esta cerimônia terminar."

"Hmm."

A cerimônia prosseguiu, ambos trocando votos e anéis.

"Agora você pode beijar a noiva"

A mando do padre, o Duque levantou o véu de Serafina. Por baixo, seu rosto irradiava inocência e calma.

Embora seus encontros anteriores tivessem sido mais íntimos, Serafina corou levemente. O nervosismo a dominava, ombros tremendo diante dos convidados reunidos.

"Não fique nervosa," ele sussurrou logo antes de seus lábios tocarem os dela.

"Como você disse, eu sou o escolhido de nossas famílias."

Hã? Os olhos de Serafina se arregalaram em perplexidade diante de suas palavras, voltando-se para seus lábios. Não foi um beijo profundo ou prolongado, contido pelo cenário público, mas durou o suficiente para que seus lábios se tocassem.

Suas línguas não se entrelaçaram, mas ele gentilmente roçou seus dentes por entre os lábios entreabertos antes de se afastar.

"O que você quis dizer com isso..."

"Nossa!"

"Parabéns!"

Seu leve protesto foi abafado por aplausos. O Duque pegou sua mão, sorrindo como se nada tivesse acontecido.

Ela teria ouvido mal? Os pensamentos de Serafina entraram em turbulência. Enquanto o Duque habilmente acenava para a multidão, sua mão permanecia passiva.

Em vez de uma noiva jubilante, a confusão turvava sua mente. Alheia ao olhar penetrante do Conde, o Duque se inclinou, ajustando seu cabelo com um pretexto.

"Para garantir que nosso casamento perdure, vamos ambos desempenhar nossos papéis."

Não foi um mal-entendido.

Mais tarde, Serafina tentou conversar com o Duque, mas suas tentativas foram em vão.

A recepção foi um turbilhão de atividades, logo após a cerimônia. Apesar de sua relutância, Serafina foi rapidamente trocada para outro vestido de noiva.

O Conde parecia encantado com as festividades, tornando a recepção um grande evento.

Para os espectadores, era um espetáculo impecável.

Serafina sentia-se desvanecendo. Sua fragilidade tornou-se aparente conforme o peso de suas joias pressionava sobre sua cabeça, a apertidão de seu traje dificultando sua respiração.

No meio de tudo, ela interagia com os convidados, temendo desmaiar a qualquer momento.

"Faça bem!"

As palavras do Conde ecoavam incessantemente, compelindo seu foco.

Qualquer erro certamente incorreria na ira do Conde — e não apenas nele.

Mesmo os convidados a olhariam com desprezo. Seus dedos tremiam enquanto ela segurava o copo.

"Serafina."

Uma mão repentina em seu ombro a assustou, e ela deixou cair o copo que segurava.