Raul invadiu sua câmara, batendo a porta com tanta força que as dobradiças gemeram em protesto. Seu peito arfava de fúria, sua mente uma tempestade de traição e confusão. Cada lembrança com Niran se repetia em sua cabeça, agora manchada pelo conhecimento de que ela o tinha enganado o tempo todo.
Ele agarrou a cadeira mais próxima e a jogou contra a parede com um estrondo ensurdecedor, o som ecoando pelo quarto vazio. O vaso ornamentado em sua mesa foi a próxima vítima, se estilhaçando em incontáveis pedaços ao atingir o chão.
"Como ela pôde?" ele rugiu, sua voz crua de emoção. "Como ela ousa me fazer de tolo!"
Ele derrubou a mesa, espalhando documentos e enviando uma bandeja de garrafas de vinho para o chão.
O líquido vermelho-rubi se espalhou pelo chão, marcante contra a madeira escura, como sangue derramado de seu orgulho ferido.