"Por que você está cheirando a álcool, Kimberly?" A voz do meu pai cortou o silêncio como uma faca.
Seus olhos estavam penetrantes, preenchidos com raiva e decepção. Rapidamente desviei o olhar, evitando seu olhar e não dizendo nada.
"Responda-me, Kimberly!" ele gritou, sua voz estrondosa com frustração.
"Eu só tomei um pouquinho para clarear a cabeça. Não é nada demais, pai," eu disse, gentilmente puxando a mão dele do meu pulso.
"Nada demais? O que eu vejo está longe de ser nada! Você fez alguma coisa imprudente ontem à noite? Diga que não!" Sua voz tremia enquanto ele cobria a boca em choque, olhando-me de cima a baixo.
"Eu não fiz nada, pai…" eu menti, com a culpa pesando fortemente no meu peito.
Eu não podia contar a ele a verdade sobre a noite passada com um estranho. Isso só aumentaria o conflito entre nós, e eu não podia lidar com isso agora.
"Tem certeza?" ele insistiu, procurando honestidade nos meus olhos.
"Sim, Pai," eu respondi, forçando as palavras a saírem.