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Chapter 20 - Capítulo 20: Um Período de Crescimento

Após o retorno do grupo de Kira e o envio da página do feitiço ao Conselho Mágico, a Seraph's Gate entrou em um período de reconstrução, treinamento e foco em missões de menor risco. Enquanto os magos de classe S se recuperavam da árdua batalha em Veridale, os demais membros da guilda se dedicavam a missões diversas, fortalecendo suas habilidades e contribuindo para a reputação da guilda.

Keyon incentivou todos os magos de classe A para baixo a aceitarem missões mais frequentes, enfatizando que cada trabalho, por menor que fosse, era uma oportunidade para crescer, aprender e solidificar os laços entre os membros. Com isso, a sede da guilda se tornou um verdadeiro centro de atividade, com equipes se formando, mapas sendo consultados e magos partindo diariamente para suas próprias aventuras.

Uma das missões mais curiosas do período foi assumida por Arden, um mago de classe B especializado em magia vegetal, e sua companheira Lyra, uma espadachim de classe A que utilizava uma lâmina encantada capaz de emitir ondas de choque ao cortar o ar. A missão os levou ao Vale das Flores Silenciosas, uma região famosa por sua beleza, mas que recentemente havia se tornado palco de eventos estranhos.

Os moradores das vilas próximas relataram que as flores do vale, normalmente inofensivas e tranquilas, estavam atacando pessoas e animais. Essas plantas, que costumavam emanar uma energia pacífica, agora emitiam um tipo de aura ameaçadora, como se algo maligno tivesse contaminado o solo.

Arden, sendo um mago com afinidade natural com plantas, ficou intrigado e assumiu a missão com entusiasmo. Lyra, por sua vez, via aquilo como um desafio interessante, além de uma oportunidade para testar suas habilidades.

Quando chegaram ao vale, foram imediatamente recebidos pela visão deslumbrante de campos floridos que se estendiam até onde a vista alcançava. No entanto, a beleza do lugar era perturbada por uma sensação de opressão, como se o ar estivesse carregado com uma energia invisível.

— Você sente isso, Arden? — Lyra perguntou, descansando a mão na empunhadura de sua lâmina.

— Sim. Algo está errado com as plantas aqui. Elas estão... com medo. — Ele respondeu, abaixando-se para tocar uma flor próxima.

Antes que pudesse examinar mais, as flores ao redor começaram a se agitar, como se fossem animadas por uma força invisível. Em um instante, vinhas espinhosas emergiram do chão, tentando capturar os dois magos.

— Cuidado! — Arden gritou, criando uma barreira mágica feita de vinhas que neutralizavam o ataque.

Lyra reagiu rapidamente, desferindo cortes precisos que liberavam ondas de choque, destruindo as vinhas mais agressivas. Apesar disso, as plantas pareciam infinitas, crescendo de novo sempre que eram destruídas.

— Não adianta atacar sem descobrir o que está controlando isso! — Arden gritou, fechando os olhos e canalizando sua magia para sentir a energia ao redor.

Depois de alguns momentos, ele abriu os olhos com uma expressão séria.

— Há algo no centro do vale. É de lá que vem essa energia. Precisamos ir até lá.

Os dois avançaram com dificuldade, enfrentando ataques incessantes das plantas possuídas. Quando finalmente chegaram ao centro, descobriram a causa do problema: um antigo cristal negro estava cravado no solo, emanando uma energia sombria que contaminava o ambiente.

Arden usou sua magia para criar uma barreira em torno do cristal, enquanto Lyra desferiu um golpe poderoso que o partiu em pedaços. Assim que o cristal foi destruído, a energia sombria desapareceu, e as plantas do vale voltaram ao normal.

A missão foi um sucesso, e a dupla retornou à guilda com o cristal negro para que Keyon pudesse analisá-lo. A experiência também fortaleceu a amizade entre Arden e Lyra, tornando-os uma equipe mais coesa para futuras missões.

Enquanto Arden e Lyra enfrentavam as ameaças no Vale das Flores Silenciosas, outro grupo da guilda embarcou em uma missão completamente diferente. Finn, um mago de classe A especializado em magia aquática, liderou uma equipe formada por Nova, uma maga de classe B com afinidade por magias de luz, e Bryn, um arqueiro de classe C com flechas encantadas.

A missão os levou ao Lago Espectral, uma vasta extensão de água cristalina que escondia, segundo rumores, um antigo tesouro deixado por um mago pirata há séculos. A guilda foi contratada para recuperar o tesouro, que continha não apenas riquezas, mas também artefatos mágicos de valor inestimável.

O grupo chegou ao lago e imediatamente percebeu que a missão seria mais complicada do que parecia. O lago estava cercado por uma névoa espessa que dificultava a navegação, e os pescadores locais relataram avistamentos de criaturas misteriosas que pareciam proteger o fundo do lago.

— Isso não vai ser tão simples quanto entrar e pegar o tesouro. — Finn disse, observando a água com cuidado.

— Nada que venha fácil vale a pena. — Nova respondeu com um sorriso confiante, iluminando a área ao seu redor com sua magia de luz.

Bryn, sempre cauteloso, ajustou as cordas do arco e preparou flechas encantadas para qualquer eventualidade.

A primeira parte da missão envolveu localizar o tesouro. Finn mergulhou no lago, usando sua magia para criar bolhas de ar ao redor de si e dos outros dois, permitindo que explorassem o fundo do lago sem a necessidade de equipamento de mergulho.

No entanto, assim que chegaram perto do local onde o tesouro estava enterrado, foram atacados por criaturas aquáticas feitas de água e sombra. Eram entidades mágicas que pareciam ser guardiãs do lago, e não hesitaram em atacar os intrusos.

Finn usou sua magia para manipular a água ao redor, criando redemoinhos que atrasavam os inimigos. Nova lançou feixes de luz que dissipavam as criaturas, enquanto Bryn disparava flechas encantadas que as forçavam a recuar. Apesar disso, o número de criaturas parecia interminável.

— Temos que fazer isso rápido! Elas não vão parar de vir! — Finn gritou, tentando manter a barreira de água ao redor do grupo.

Com a ajuda de sua magia, Finn localizou o baú do tesouro enterrado no fundo do lago. Nova usou sua magia para criar uma esfera de luz intensa que afastou temporariamente as criaturas, dando a Finn e Bryn tempo suficiente para desenterrar o baú e trazê-lo à superfície.

Quando finalmente emergiram do lago, exaustos mas vitoriosos, abriram o baú e descobriram que ele continha várias jóias, moedas antigas e dois artefatos mágicos: um medalhão que aumentava a força mágica de quem o usava e uma pequena lâmpada encantada que podia armazenar magia para uso posterior.

A equipe retornou à guilda com o tesouro, onde foram recebidos com entusiasmo. Os artefatos foram entregues a Keyon para análise, enquanto as jóias e moedas foram vendidas para financiar as operações da guilda.

Essas missões, assim como muitas outras, marcaram um período de crescimento para a Seraph's Gate. Cada mago, independentemente de sua classe, contribuía para o fortalecimento da guilda, ganhando experiência e desenvolvendo suas habilidades. Keyon observava tudo com orgulho, vendo como sua visão para a guilda estava se tornando realidade.

No entanto, ele sabia que momentos de calmaria eram raros no mundo dos magos. A sombra de Zeref ainda pairava sobre Fiore, e o cristal negro do Vale das Flores Silenciosas sugeria que havia forças trabalhando nas sombras.

Mesmo assim, a Seraph's Gate continuava a brilhar como um farol de esperança, pronta para enfrentar qualquer desafio que viesse a seguir.