Minerva, provavelmente ainda sob o efeito do remédio que tomara, permanecia profundamente adormecida, indiferente aos soluços de Alice, não importando quão altos eles se tornassem.
O som do choro de Alice ecoava pelo corredor, alcançando a enfermeira que se encaminhava para o quarto de Rafael.
Ela parou momentaneamente, incerta se Alice havia esquecido de fechar a porta ou se fora intencional.
Mas, depois de anos testemunhando as pequenas rivalidades e ostentações pretensiosas dos ricos, a expressão da enfermeira permaneceu neutra.
Ela tinha visto o suficiente para saber que era melhor não se envolver.
Com uma indiferença treinada, ela continuou seu caminho em direção à estação de enfermagem, fingindo não ouvir nada.
Mas isso só aprofundava o ressentimento de Alice.
Ela desabou no sofá para hóspedes no quarto de Minerva, puxando as pernas para se encolher, enterrando o rosto nos joelhos.
Ela parecia pequena e frágil, a imagem da solidão e da derrota.