Sara, curiosa com os círculos na parede da caverna, tocou neles suavemente. Para sua surpresa, os círculos começaram a brilhar suavemente, emitindo uma luz suave e cintilante. Laura, preocupada com o que poderia acontecer, pediu para Sara se afastar, mas um barulho alto vindo da entrada da caverna impediu que Sara escutasse o aviso.
"Talvez seja melhor não mexermos com isso," gritou Laura acima do barulho crescente.
A luz dos círculos aumentou gradualmente, enchendo a caverna com um brilho azul pálido que se misturava com a luz da fogueira. Sara e Laura trocaram olhares nervosos, alarmada com o brilho cada vez mais intenso dos círculos na parede da caverna, Laura decidiu agir rapidamente. Ela alcança Sara e tenta puxar seu braço com firmeza, tentando afastá-la da luz ofuscante. No entanto, antes que pudessem recuar completamente, a luz dos círculos se intensificou de repente, inundando a caverna com um brilho tão forte que quase as deixou cegas.
"Sara, rápido, vamos sair daqui!" gritou Laura, lutando para proteger os olhos da intensidade deslumbrante da luz.
O barulho agora era ensurdecedor, combinando-se com o brilho que parecia pulsar e vibrar ao seu redor. Antes de conseguir pegar Sara estavam completamente envolvidas pela energia misteriosa que emanava dos círculos.
Sara, sentia que era absorvida pelo brilho dos círculos na parede da caverna, não conseguia ouvir os gritos de Laura chamando por ela. Sentiu-se como se fosse puxada na direção dos círculos, enquanto a luz intensa parecia exercer uma atração irresistível sobre ela. Laura, desesperada, tentava alcançá-la, mas Sara parecia estar em transe, incapaz de resistir à força magnética dos círculos brilhantes.
Sara estava completamente envolvida pelo brilho dos círculos na caverna. Ela não ouvia mais nada ao seu redor, nem mesmo os chamados desesperados de Laura. Parecia estar sendo levada por uma correnteza suave, como se estivesse sendo guiada pelo leito de um lago tranquilo. Em seu estado de transe, Sara perdeu a noção de si mesma; não sabia mais seu nome, quem era, ou onde estava. Tudo ao seu redor desapareceu em uma névoa brilhante, e ela se sentiu completamente submersa na energia dos círculos que a envolviam.
Sara estava perdida em um estado de transe profundo. Ela não tinha ideia de quanto tempo tinha se passado, pois estava completamente absorta pelo brilho dos círculos na caverna. Gradualmente, tudo ao seu redor foi escurecendo, como se ela estivesse sendo envolvida por um sono profundo e acolhedor.
A luz intensa dos círculos começou a diminuir, deixando apenas um suave resplendor que logo se transformou em escuridão total. Para Sara, era como se tivesse sido transportada para um estado de sonho ou suspensão, onde a passagem do tempo não tinha significado.
.....
À medida que Sara estava imersa nesse estado de sono profundo, ela começou a ouvir uma voz distante chamando seu nome. No início, era apenas um murmúrio suave no fundo de sua consciência, mas gradualmente se tornou mais claro e reconhecível. Era a voz de Laura, chamando-a com urgência.
"Sara! Sara, você precisa acordar!" gritava Laura, sua voz ecoando suavemente na escuridão que envolvia Sara.
Sara abriu os olhos lentamente e, para sua surpresa, viu que estava sozinha do lado de fora da caverna. O sol brilhava forte no céu, como se nunca tivesse chovido. Ela se levantou devagar, ainda atordoada com o que acabara de acontecer. O interior da caverna estava silencioso e vazio, sem sinal de Laura. Confusa e preocupada, Sara chamou o nome de sua amiga várias vezes, mas não obteve resposta.
Com o coração apertado de ansiedade, Sara começou a se perguntar se tudo o que tinha vivido dentro da caverna tinha sido um sonho ou uma ilusão. Ela olhou ao redor, tentando entender o que aconteceu Sara, lembrando da intensidade da chuva e dos círculos brilhando na caverna, correu de volta para o local onde tudo havia acontecido. Para sua decepção, os círculos não emitiam mais luz e tudo parecia normal. Não havia mais sinais da estranha energia que a havia envolvido pouco tempo antes. O sol brilhava sobre as pedras úmidas da entrada da caverna, sem qualquer indício da tempestade que tinha acontecido.
Ela examinou as paredes da caverna cuidadosamente, buscando qualquer vestígio dos desenhos ou dos círculos que haviam capturado sua atenção. Tudo estava silencioso e tranquilo, como se nada incomum tivesse ocorrido ali. Sara se sentiu confusa e perturbada, sem entender se o que ela experimentou foi real ou fruto de sua imaginação.
Com um suspiro pesado, Sara decide explorar mais a caverna, esperando encontrar alguma resposta ou explicação para o que tinha acontecido. Sara encontra sua mochila, mas seu celular está descarregado, então ela o desliga. Está perto do fim da tarde e Sara decide voltar pela trilha, talvez Laura possa ter ido buscar ajuda, então com certeza elas se encontraram na entrada do parque, é o mais lógico a se fazer.
Enquanto Sara caminha de volta pela trilha, o sol começa a se pôr lentamente atrás das copas das árvores. Ela se esforça para manter o passo firme, mas algo parece estranho. Cada passo parece levar mais tempo do que o esperado, e a trilha que ela conhecia tão bem agora parece estender-se além do que lembrava. A luz do fim da tarde lançava sombras sinistras entre os arbustos, ampliando ainda mais a sensação de que o caminho se estendia infinitamente à frente dela. Sara respirou fundo, tentando ignorar a crescente sensação de desorientação enquanto continuava a seguir o rastro que não parecia mais ser familiar.