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Chapter 25 - Harry-Potter-E-A-Pedra-Filosofal. (PT 02)

Continuação do Capítulo anterior pelo limite de palavras na postagem.

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Depois de uma tarde de consultas básicas, e diversas poções com gostos horríveis que Pomfrey informou ser para enfim terminar seu primeiro período na ala hospitalar em um processo lento e complicado que tiveram durante todo o ano letivo, Harry enfim estava pronto para encarar o mundo, diferente dos incompetentes No-mag com quem ele morava, Madam Pomfrey o tomou sob suas asas o ano todo e visou vaciná-lo em todas as prevenções de doenças e vírus mágico, junto é claro sua dieta alimentar que começou restrita devido ao metabolismo atrofiado dele por baixo da aparência mágica, mas que atualmente estava tão desenvolvido e preparado como um daqueles fisiculturistas No-mag, que se alimentavam grandemente para crescer sua musculatura, e vendo como Harry entendia do assunto, ele suou um pouco quando viu que ela teve um olhar maligno e colocou isso também em sua rotina de treinos, começando a partir do próximo mês uma base de treinamentos em hipertrofia muscular.

 

 

- Quero ir à festa. - Disse ele a Madame Pomfrey, quando ela estava arrumando suas muitas caixas de doces. - Vem comigo, querida... vamos jantar juntos.

 

 

- Um encontro igual teve com Irma Pince? - Madam Pomfrey disse com um leve bico e um acenar de varinha que começou a organizar toda a ala médica automaticamente.

 

 

Carai, ela é toda das magias. - A voz em sua cabeça disse, quando Harry viu um rubor na mulher. - Imagina ela... a deixa. - A voz foi cortada quando Harry cancelou sua atenção interna com a memória fotográfica magica que mais parecia uma esquizofrenia maluca.

 

 

- Contigo me prendendo o ano todo para cuidar de mim... me dá vontade de voltar alguns dias e espancar de novo aquele Lorde das Trevas, só para nada de mal te ocorrer. - Harry disse se aproximando da loira, abraçando-a por trás e dando um selinho em sua bochecha.

 

 

Iiiih, eu num tô louco! - A voz de sua mente novamente atrapalhou Harry. - Vai rolar, mesmo?

 

 

- Ninguém te amarrou aqui, sabia? - Ela disse, sentindo um tremor com as carícias e beijos que ele vinha dando em seu pescoço e nuca.

 

 

Mas pode amarrar, meu amor! - A voz de sua mente disse se sentando e assistindo à cena. - Tudo o que quiser, só pedir com carinho.

 

 

Vendo o Potter segurar seu queixo e virá-lo lentamente contra si, ela não recuou enquanto ambos se aproximavam cada vez mais, com a tensão do ambiente só aumentando.

 

 

Ih! Vai rolar. - A voz de sua mente disse ficando eufórico. - Puta que Pariu, meu herói.

 

 

Dando o passo final que vinha trabalhando nela pouco a pouco desde o início do ano letivo, começando com flertadas casuais, depois brincadeiras e piadas que iam amolecendo a mulher, até o momento que ela mesma parou de utilizar seu Alter Ego envelhecido perto dele, sempre se apresentando com a figura jovial e sensual que é de verdade, Harry enfim não se conteve enquanto começava a beijá-la.

 

 

Iiiihhh!, isso... conquista ela. - Disse a voz, vendo Harry não dar um simples beijo, mas sim se aprofundar de jeito com a mulher. - Que isso, vai rolar mesmo, na minha frente.

 

Não, perai. - A entidade mental de sua memória fotográfica, enfim, tomava forma final na mente de Harry, fingindo dar uma cuspida em cada mão. - Hoje rende... zoeira, zoeira... - A voz riu ainda mais quando o Potter interrompeu o beijo, levemente atrapalhado pela voz em sua cabeça. - Continua aí que tá bom, porra, ficou até calor. - Por fim, a entidade ruiva que tinha uma voz robótica e oculta, enfim se apresentou como uma feminina que Harry tanto escutara em seus pesadelos e memórias mais antigas.

 

 

- O diretor Dumbledore disse que devo deixar você ir. - Respondeu ela, suspirando ofegante, mas sua voz indecisa mostrava que ela não queria acabar tudo ali. - Espere, tem uma visita. - Ofegou ainda mais em decepção quando se afastara, com a presença grandiosa de Hagrid abrindo a porta da ala hospitalar, adentrando ali alegremente para visitar seu melhor amigo.

 

 

Não! - A entidade mental se levantou abruptamente. - Eu não tô acreditando... Harry, melhor amigo, nada, melhor amigo não empata desse jeito. - A voz disse por fim, com Harry rindo e cortando toda sua conexão mental.

 

 

Em geral, quando estava dentro de casa, Hagrid parecia demasiado grande para que o deixassem entrar. Mas aqui, com a ala hospitalar enorme, o guarda-caça parecia até bem comum.

 Sentou-se ao lado de Harry, deu uma olhada e caiu no choro.

 

 

- É... tudo minha culpa! - Soluçou com o rosto nas mãos. - Eu informei a um inimigo como passar por Fofo! Eu informei! Era a única coisa que ele não sabia e eu informei! Você podia ter morrido. Tudo devido a um ovo de dragão... nunca mais vou beber... eu devia ser demitido e mandado viver como trouxa.

 

 

- Rubeus! - Chamou Harry chocado por vê-lo sacudir de tristeza e remorso, as grandes lágrimas se infiltrando pela barba. - Rubeus, ele teria descoberto de qualquer maneira, estamos falando de Voldemort, teria descoberto mesmo que você não tivesse informado.

 

 

- Mas você podia ter morrido! - Soluçou Hagrid. - E não diga o nome dele.

 

 

- VOLDEMORT! - Berrou Harry, e Hagrid levou um choque tão grande que parou de chorar.

 

- Estive com ele cara a cara e vou chamá-lo pelo nome que tem. Por favor, anime-se, Hagrid, eu roubei a Pedra Filosofal para impedir alguém de roubá-la... nossa, isso soa muito irônico. - Harry disse, pensativo, com o que disse por último.

 

 

Hagrid secou os olhos em lágrimas lentamente e pouco notou que Harry disse "roubar" e não "destruir", para assim ele logo dizer:

 

- Ah, isso me lembra. Trouxe um presente para você.

 

 

- É comida caseira, não é? - Perguntou Harry, ansioso, como se há séculos não comia algo feito à mão, tendo Madam Pomfrey rindo ao se afastar um pouco, diferente dos doces e jujubas que ganhou de presente, que só detinham de sua salvação quando recebeu uma certa remessa de coxinhas salgadas vindas de uma conhecida de Hogsmeade. Abriu-o curioso e, finalmente, Hagrid deu uma risadinha.

 

 

- Não, Dumbledore me deu folga ontem para eu providenciar. Claro, devia mais é ter me demitido. Em todo o caso, trouxe isto para você... - Parecia ser um belo livro encadernado em couro. Harry abriu-o, curioso. Estava cheio de retratos de bruxos, de cada página, sorrindo e acenando para ele, estavam sua mãe e seu pai. - Mandei corujas para todos os velhos amigos de escola de seu pai e sua mãe, pedindo fotos... e sabia que você não tinha nenhuma... gostou?

 

 

Harry nem conseguiu falar, seu rosto não conseguia expressar nada, mas Hagrid compreendeu.

De algum modo, esse presente a ele fora algo tão especial, que o mesmo até mesmo esqueceu-se de que recebera uma maleta contendo centenas de bestas mitológicas magicas.

Nisso, guardando o presente dentro da maleta, um clique em sua mente fez com que Harry a fechasse e girasse o botão, desativando assim o engana trouxa.

 

 

- Hagrid, vem comigo. - Harry disse enquanto abria a maleta e para os dois adultos atrás de Harry, eles conseguiam ver o que parecia ser um escritório de poções ligado a uma escada de madeira maleta adentro.

 

 

Com ele descendo e o guarda-caça sugado velozmente para baixo devido ao tamanho dele, Harry prontamente acenara para Madam Pomfrey vir também.

 

 - Você também, papoula. - Harry chamou, e para surpresa dos dois adultos:

 

 

- Harry... isso é? - O guarda-caça disse maravilhado, não conseguindo se expressar.

 

 

- Sim, não posso dizer como a consegui..., mas afirmo que foi por meios legais. - Harry disse orgulhosamente. - Eu acho, pelo menos. - Ele terminou em um sussurro duvidoso, imaginando se realmente Niklaus tivesse roubado isso, Harry nunca saberia.

 

 

- Uau... - Era tudo que Madam Pomfrey podia dizer enquanto um filhote de Nundu corria até eles e pulava sob a mulher de forma eufórica.

 

 

Harry, que caminhara calmamente até o casal adulto de Nundu ali, visara acariciar cada um de forma que eles se aninhassem perto de si.

Era realmente incrível como Harry tinha sua aptidão para domar amigavelmente as feras, obter suas confianças e lealdades, junto ao fato das presenças convidadas por ele não serem hostilizadas pelas criaturas ali dentro.

Isso, sendo que bem perto dos visitantes, havia três Nundu, uma das bestas mais perigosas da sociedade mágica.

 

 

- Mas, Harry... como. - Hagrid tentara dizer enquanto buscava a palavra certa, somente para, na longa distância do horizonte, ele ver uma fera voadora de cor escura vir velozmente para eles.

 

 

Fora realmente impossível para o guarda-caça não reconhecer o que era aquilo, e logo os olhos do mesmo passaram a lacrimejar com ele correndo até a fera completamente carente, que pousara metros à frente num estrondo do solo.

 

 

- Hagrid conhece este dragão? - Pomfrey perguntou abismada ainda com o filhote de Nundu sob os braços, e achou muito fofo quando o mesmo bocejara e seu pescoço se alongara para os lados.

 

 

- É o Norbert. - Harry explicou com ela rindo pelo nome. - Bom, vamos deixar ele um pouco sozinho com seu "filhote". - Harry disse rindo enquanto voltava para a área residencial com escritórios de poções e muitas outras alas.

 

 

- E como você os alimenta? - Ela perguntou caminhando lado a lado de Harry.

 

 

- Boa parte do tempo sou eu quem cuido, acordando mais cedo e cuidando de todas enquanto aprendo mais e mais sobre elas... já, quando não posso fazer isso, há um sistema automático que fornece refeições quando ocorre de eu estar quinze minutos atrasado. Foi uma grande sorte ter um sistema magico avançado já pronto para isso com um imenso armazenamento de comida e poções de cura para cada espécime.

 

 

- Você realmente não para de surpreender, não é, Potter? - Pomfrey disse em brincadeira.

 

 

- Bom... e eu ainda nem tentei. - Harry respondeu em continuidade ao estilo brincalhão da médica. - Enfim, seria possível manter isso tudo em segredo... não quero o ministério na minha cola por carregar centenas e centenas de bestas mágicas numa maleta.

 

 

- É muita irresponsabilidade sair com isso por aí..., mas não há muito o que fazer quando o próprio Dumbledore lhe dá carta-branca. - Ela explicou com ambos subindo as escadas para fora da maleta.

 

 

E com isso, o restinho da tarde passou-se com Harry ajudando sua médica favorita a guardar e armazenar suas coisas, isso tudo enquanto esperavam um certo guarda-caça terminar de matar sua saudade do famoso dragão norueguês, que causara um bom tumulto no ministério tempos atrás e atualmente se tornava mais uma espécie livre e protegido por Harry.

 

 

[ ... ]

Harry desceu para a festa de fim de ano sozinho aquela noite. Conseguira organizar algumas últimas coisas em seu malão e ainda tivera um tempo para procurar por Fyexbolt. Mas ao que realmente aparentava, ela seguiu com seu pedido antes de sua caçada a Pedra Filosofal iniciar.

Seu uniforme padrão já estava guardado, e como estava de blazer, não viu problema em mantê-lo. Atrasara-se com a carência do guarda-caça para com seu dragão de estimação, mas que contentara e muito a Harry, já que Hagrid afirmara que nunca mais duvidaria do Potter pelo simples fato dele manter-se com sua promessa.

 

O salão principal já se enchera. Estava decorado com as cores de Sonserina, verde e prata, para comemorar sua conquista do campeonato das casas pelo sétimo ano consecutivo. Uma enorme bandeira com a serpente de Sonserina cobria a parede atrás da mesa principal.

Quando Harry entrou com as duas enormes portas sendo empurradas para o lado, houve um silêncio momentâneo e em seguida todos começaram a falar alto e, ao mesmo tempo, num burburinho incompreensível ao Potter. Os gêmeos Weasley não ajudavam em nada, pelo simples fato de ter um cartaz enorme de ponta a ponta na extensão da mesa da Grifinória.

 

 

== POTTER FILOSOFAL ==

Era o que dizia no cartaz em que animadamente por pura mágica, visava mostrar ele enquanto segurava uma pedra idêntica a real Pedra Filosofal.

Ele caminhava calmamente na direção do palco central em que os professores conversavam, ignorando essa comoção como sempre gostava de não dar bola, muitos visavam debater sobre a teoria de que Harry destruíra a Pedra Filosofal, outros como os gêmeos visavam acreditar que a Pedra ainda existia, e seu amigo tinha a obtido sem conhecimento dos funcionários.

E foi assim, que ele finalmente chegara até seu local de destino, porém parara de frente a melhor bruxa capacitada em transfiguração.

 

 

- Sr. Potter... não deveria estar com seus amigos? - Minerva indagou, sob atenção de todos os professores.

 

 

- Sim..., mas, acredito que deva lhe devolver esse brinquedinho, não é? - Harry disse com um sorriso enquanto em volta de seu pescoço, ele retirava uma corrente dourada com uma espécie de ampulheta ali situada.

 

 

- Oh... espero que tenha ajudado você. - A professora disse enquanto recebia e notava que o objeto ali, fora usado constantemente durante o ano letivo.

 

 

- Sim, no início foi um pouco confuso essa coisa de vira-tempo, e ainda ter de evitar os movimentos que eu já tinha feito antes, mas quando se acostuma, fica fácil transitar de uma aula a outra, principalmente com uma capa que recebi de presente. - Harry explicou tendo a sorte de ninguém atrás dele saber o que ele havia entregue a Mcgonagall. - Sei que por mais que seja um presente, não iria me querer ver levando-o fora da escola, então... obrigado.

 

 

Voltando para o professor de poções, Harry pode vê-lo se ajeitar na cadeira, enquanto o encarava com um olhar presunçoso e até desafiador:

 

- Sabe, Severus... É realmente engraçado como você tem essa aura ameaçadora como a de um vampiro obscuro. - Harry iniciou sob olhar afiado do mais velho. - Mas, obrigado... realmente obrigado por tentar me salvar o ano todo, e até mesmo ter se voluntariado para se tornar o juiz a fim de impedir que Quirrell me azarasse lá de cima e eu quebrasse o pescoço no processo. - Vendo o olhar surpreso de Minerva, um sorrisinho no rosto de Dumbledore, e o burburinho dos funcionários. Harry prontamente viu que somente isso já deixara o mestre de poções muito desconfortável. - Bom, acredito que isso tenha quitado o fato de James Potter tê-lo salvo no passado.

 

 

- Muito presunçoso de sua parte tentar vir aqui se mostrar, igual seu papaizinho fazia com sua gangue de arruaceiros..., mas não pense que ganhara pontos comigo por destruir um artefato tão raro em prol de alguém tentar roubá-lo. - Snape disse com Harry rindo em resposta.

 

 

- Claro que não, mas você tem de entender. - Harry disse, largando o sorriso e ficando mais sério. - Eu compreendo muito bem a linguagem das flores. - Disse ele, afiando o olhar ao professor de poções, que lentamente engoliu em seco.

 

- Quando você disse na minha primeira aula de poções: "O que eu obteria se adicionasse raiz de Asfódelo em pó a uma infusão de Losna?"

 

- É! Eu entendi... principalmente quando descobri que você tinha alguma relação para com minha mãe, conturbada, mas não deixava de ser alguma relação. Asfódelo é um tipo de lírio e significa "lembrado além da tumba" ou "meus arrependimentos te acompanham até o túmulo", enquanto a Losna é comumente associada a "arrependimento ou amargura". - Harry disse enquanto puxava um pedaço de papel com algo escrito e entregava a Snape.

 

 

"Eu me arrependo amargamente da morte da Lilian."

Era o que dizia na folha de papel sob o olhar surpreso do professor de poções, com somente Minerva e Dumbledore conseguindo ler por estarem ao seu lado.

 

 

- Sim, não foi difícil entender, apenas precisava de um foco para compreender o que você tinha a ver com minha mãe. - Harry disse, sabendo que suas investigações pessoais por Hogwarts e pelos retratos durante o ano fizeram descobrir sobre os Marotos, sua mãe e Severus em sua época estudantil.

 

 

- Uau, sua arrogância é tão grande, que te faz pensar que o mundo todo gira à sua volta... patético igual ao pai. - Severus tentou cortar o garoto de forma hostil, que só fizera Harry rir ainda mais.

 

 

- Também você me perguntou qual a diferença entre Acônito Licoctono e Acônito Lapelo. - Harry disse novamente um papel, mas dessa vez citando três nomes: "Lily \ Severus / Petúnia".

 

- Essa é, talvez, uma sentença mais mordaz, quando analisada a partir da linguagem das flores. Acônito licoctono é associado a "cavalheirismo" enquanto o lapelo pode significar "misantropia" ou "desprezo pelos outros".

 

- Poderia significar que você está comparando as ações heroicas de minha mãe com a própria natureza autodestrutiva sua durante a última década.

 

- Um lírio pode ser interpretado como "beleza, elegância, doçura". Esta flor impressionante é fácil de crescer, desde que plantada no lugar certo. Também, de acordo com manuais de jardinagem, fazem maravilhosos buquês. O que atualmente reflete no nome de minha mãe.

 

- Observei também que o nome Severus, pode ser visto com significado de "cortar, interromper" - Harry disse notando o estado sem palavras do professor de poções, que só vira uma única pessoa antes ter um método de pensamento automático assim. - E isso é exatamente o que você faz inadvertidamente com a relação de Lily e sua irmã. Petúnia. Como duas crianças bruxas, Lily e Severus tinham algo em comum que Petúnia jamais conseguiria entender. - Harry dessa vez voltou seu olhar levemente ao diretor. - Combinado com a rejeição gentil de Albus ao requerimento de Petúnia para estudar em Hogwarts, a amizade de Lily com Severus preparou o terreno para a futura amargura sem fim da Sra. Dursley sobre Lily, e com algo inacabado desde sua morte, resultou em tudo cair para seu filho, Harry.

 

- Petúnia Dursley: Suscetível a danos e crescendo melhor em um vaso ou cesta, a petúnia precisa de abrigo contra o vento e luz plena. É também uma flor que pode, na linguagem das flores, significar "ressentimento e raiva". Uma excelente descrição para uma mulher que nunca contou ao seu sobrinho como a mãe dele morreu, até que estar em um momento de fúria, ela expôs que: "ela acabou se explodindo..."

 

- Qual é Severus? Não pense que esconder seus verdadeiros sentimentos em uma máscara fingida pode me enganar, não a mim, que faço isso desde meus sete anos. - Harry ditou pela primeira vez deixando sua máscara cair para Severus ver quem realmente ele estava encarando, uma face que Harry via toda manhã no espelho, repleto de olhos mortos e cansados, no qual ele prontamente recitava seu mantra matinal capaz de criar uma máscara de emoções falsas e carinhosa na qual cativava a todos. - Toda vez que você encara meus olhos, sou capaz de ler tudo em sua face.

 

 

- Potter? - Severus indagou seriamente enquanto analisava cada resquício do rosto do garoto a sua frente, os olhos cansados e sem seu brilho cativante da mãe, que agora pareciam mais foscos e sem energia alguma, o indício de cicatrizes no início de seu pescoço que pareciam se alastrar para baixo das roupas que ele trajava, o estado alerta e de guarda alta que o Potter se mantinha em pé, onde não em si encarava a seus olhos fixamente, mas sim ao local de fuga mais próximo que ele poderia usar caso necessário, sua mão esquerda que em si não detinha nada, mas que parecia muito com a de veteranos de guerra prontos para sacar uma varinha, a mão direita que se mantinha fixamente sob o cabo da espada embainhada na sua cintura, o que poderia enganar aos outros como uma mera pose, mas que para Severus parecia muito que o Potter a empunharia contra todos naquele salão se fosse preciso.

 

 

- Severus? - Dumbledore indagou vendo que seu professor de poções estava levantando sua varinha, mas antes mesmo de Albus ou Minerva reagir, um leve temor do que poderia ocorrer se propagou sobre ele, com o mesmo fazendo a única magia que sabia ser capaz de tirar aquela face amargurada e cansada do rosto de seu aluno, que por mais que não admitisse, se tornou seu aluno preferido.

 

- Expecto... Patronum. - Snape ditou com um giro de sua varinha sob o corpo. Causando o efeito de uma grande corsa se irromper dela. Ela era feita de pura luz e energia azulada. Sua presença parecia pura e feliz com todos os alunos encarando a situação ali. Ela saltara algumas vezes pelo local, somente para assim sumir enquanto pulava na direção de Harry e o inundava com sua pura energia e fagulhas despedaçadas de luz e luminosidade.

 

 

O mais surpreso de todos aqueles ali, era Dumbledore, no qual sabia que a corsa se referia a uma pessoa em questão..., mas não também ao professor de poções.

 

- Lilian? - Dumbledore murmurou para si. - Depois de todo esse tempo?

 

 

- Sempre. - Severus murmurou ao lado do diretor sem o olhar, pois era Harry quem ele queria ver se consolava ou no mínimo tirava aquela face cansada do mesmo.

 

 

- Bom, professor, no fim pude entender que os elementos citados de sua pergunta são partes da receita da Poção do Morto Vivo. - Harry explicou sob contínuo olhar surpreso de todos enquanto seu olhar cansado sumia lentamente, e seu brilho no olhar começava a crescer como o de Albus quando pensava ou encarava fixamente alguém. - Bebida que serve fazer quem ingere, parecer morto.

 

- Assim como na tragédia Shakespeariana, Romeu e Julieta do século XVI. Sobre dois amantes cuja união é impossibilitada pela morte.

 

- Bom, pela sua reação acertei, não é... Sabe professor, pouco me importa seus pecados do passado e como eles me afetaram. - Harry disse seriamente, porém não friamente. - Não se prenda ao passado e se amargure por tais coisas, adultos tem esse grande defeito, e eu posso entender muito bem disso, sou infelizmente uma "criança", e, ao mesmo tempo, um "adulto". - Harry explicou fingindo graça pela situação de sua idade não bater com seu corpo.

 

- Sou capaz de entender que você se arrepende por algum erro ou ação feita no passado, não direi que te perdoo nem coisas assim, pois não sou minha mãe para realmente ditar ao que ela sentia ou sentiu e nem me sinto na obrigação de disso. Mas é bom que saiba. - Harry disse estendendo ambos os braços para os lados. - Atrás de mim há quatro mesas repletas de seus alunos, não uma, não duas..., mas sim, quatro.

 

- Você tem uma escola inteira de alunos e alunas, quatro casas com alunos de personalidades distintas, crianças e adolescentes com pensamentos diferentes, acha mesmo justo hostilizar a três dessas casas, ao mesmo tempo, em que dá uma vantagem desigual e injusta para com a sua própria a quem comanda?

 

- E não me venha com conversa fiada, ou algum conceito antigo que você se forçou a entrar, como se algum mal futuro possa vir e você precise manter uma imagem até lá. Ninguém é obrigado a deixar de viver pelo mal do mundo, pois o mal do mundo sempre existiu e sempre vai existir.

 

- Ser professor é aceitar todos os alunos e instruir a todos de forma igual, sem favoritismo, sem vantagens ou desvantagens. E principalmente sem preconceito por algum não conseguir fazer algo de primeira mão, quando outros dez conseguiram. Só tende de ensinar tudo para formar novos bruxos poderosos e inteligentes como você, e não os fazerem te odiar e, ao mesmo tempo, odiar a arte de fazer poções.

 

- Enfim, não precisa responder, não quero atenção ou glória como você insistiu em dizer esse ano sobre eu parecer com James Potter, não o conheço, não sei nada sobre ele, somente pense nisso, e quem sabe no próximo ano eu possa realmente estar desfilando de vestes verdes pelos salões. - Por fim, Harry disse enquanto se virava e afastava da seção dos funcionários, indo diretamente para a mesa da Grifinória.

 

 

Harry não ligava para a surpresa e debate dos funcionários, nem mesmo no pesar do olhar de Minerva por realmente o filho de seus dois melhores alunos, não conhecia a nada deles, e por fim, um olhar enigmático de Dumbledore, que não esperava um ultimato tão grande do garoto com o professor de Snape em tão pouco tempo.

Já Harry, ele se sentou discretamente numa cadeira entre Neville, Hermione e Ron à mesa da Grifinória, e tentou fingir que não via as pessoas se levantarem para espiá-lo.

Seus amigos mesmo estavam em uma euforia total para saberem ao que Harry tanto debatia com os professores, e como foi que ele deixou Snape totalmente sem reação e pensativo daquela maneira.

 

 

Felizmente, Dumbledore se levantou instantes depois de Harry se sentar. E assim a algazarra foi serenando:

 

- Mais um ano passado! - Disse Dumbledore alegremente. - E preciso incomodar vocês com a falação asmática de um velho antes de cairmos de boca nesse delicioso banquete. E que ano tivemos! Espero que as suas cabeças estejam um pouquinho menos ocas do que antes... vocês têm o verão inteiro para esvaziá-las muito bem, antes do próximo ano letivo. Agora, pelo que entendi, a Taça das Casas deve ser entregue e a contagem de pontos é a seguinte:

 

- Em quarto lugar Grifinória, com Dois mil trezentos e doze pontos.

- Em terceiro, Lufa-Lufa, com Dois mil trezentos e setenta e cinco pontos.

- Segundo, Corvinal, com Dois mil quatrocentos e vinte e seis.

- E por fim... Sonserina, em primeiro lugar, com Dois mil quatrocentos e setenta e dois pontos.

 

E uma tempestade de pés e mãos batendo irrompeu da mesa de Sonserina. Era uma cena nauseante ao ver da Grifinória, e Harry somente podia rir enquanto a distância via Tonks fazer alguma palhaçada contra a Sonserina.

 

 

- Sim, senhores, Sonserina está de parabéns. No entanto, temos de levarem conta os recentes acontecimentos. - A sala mergulhou em profundo silêncio. - Tenho alguns pontos de última hora para conferir. Vejamos. Sim...

 

- Primeiro: ao Sr. Ronald Weasley... - O rosto de Ron se coloriu de vermelho vivo, parecia um rabanete que apanhara sol demais na praia. - ... Pelo melhor jogo de xadrez presenciado por Hogwarts em muitos anos, eu confiro à Grifinória cinquenta pontos.

 

Os vivas da Grifinória quase levantaram o teto encantado, as estrelas lá no alto pareceram estremecer... Ouviram Percy dizer aos outros monitores: "É o meu irmão, sabem! O meu irmão caçula! Venceu uma partida no jogo vivo de xadrez de Mcgonagall!" - Tudo isso o fazendo corar ainda mais pela atenção recebida dos amigos e de muita gente que ele nem conhecia.

 

 

Nisso, finalmente voltaram a fazer silêncio:

 

- Segundo: a Senhorita Hermione Jean Maximoff Granger... pelo uso de lógica inabalável diante de uma charada de Poções extremamente avançada feita pelo Professor Snape, que poderia permitir avançar ou recuar perante o Fogo Maldito criado por mim mesmo, concedo à Grifinória cinquenta pontos. - Hermione escondeu o rosto nos braços, Harry sorrira pela reação fofa de sua melhor amiga. Os alunos da Grifinória por volta da mesa não cabiam em si de contentes, tinham subido cem pontos.

 

- Terceiro: ao Sr. Neville Longbottom... por permissão de Harry em permitir que seu amigo utilizasse de sua lâmina e cortasse as pernas de um Troll de mais de cinco metros, permitindo um aliado finalizar com o monstro que ameaçava a todos, e principalmente as garotas ali na ocasião.

 

- Existe todo tipo de coragem - Disse Dumbledore sorrindo. - É preciso muita audácia para enfrentarmos os nossos inimigos, mas igual audácia para defendermos os nossos amigos. Portanto, concedo sessenta pontos ao Sr. Longbottom, por sua coragem em agir em seu dever de proteger seus companheiros, não temendo sujar as mãos de sangue no processo.

 

 

Alguém que estivesse do lado de fora do salão principal poderia ter pensado que ocorrera uma explosão, tão alta foi a barulheira que irrompeu na mesa da Grifinória. Ron e Hermione se levantaram para gritar e dar vivas enquanto Neville, branco de susto, desaparecia debaixo de uma montanha de gente que o abraçava. Jamais ganhara um único ponto para Grifinória antes. Harry, ainda gritando, cutucou Ron nas costelas, indicando Malfoy, que não poderia ter feito uma cara mais perplexa e horrorizada se tivesse acabado de ser encantado com o Feitiço do Corpo Preso.

A balbúrdia foi ensurdecedora. Os que conseguiam somar enquanto berravam de ficar roucos sabiam que Grifinória agora chegara a Dois Mil quatrocentos e setenta e dois pontos.

 O mesmo que Sonserina. Muitos reverenciavam Neville por último como se ele fosse uma divindade por colocá-los frente a frente com Sonserina, sendo esse o caso dos gêmeos Weasley.

 

Dumbledore ergueu a mão. A sala gradualmente se aquietou.

 

 

- Ainda há mais duas premiações:

 

- Quarto: ao Sr. Harry James Potter. - A sala ficou mortalmente silenciosa. - Pela frieza em não temer ferir brutalmente um professor, em prol de que o mesmo não acabasse realmente perdendo totalmente sua vida em um erro cometido por uma magia extremamente poderosa e fatal no corpo dele, excepcional coragem de lançar a Pedra Filosofal contra o Fogo Maldito a fim de seu inimigo não a roubar, e ainda sim entregar o último frasco de poção para que seus amigos pudessem retornar com segurança pelo Fogo Maldito, concedo à todas as casas, cem pontos. - Muitos queriam rir pela reação de Harry, pois de nada mudou para a mesa em que ele estava. Sonserina continuava empatada e a ação dos gêmeos Weasley em fingir confortar Harry tornava a tudo mais uma piada. - Bom, junto a tudo isso, na noite do ocorrido. Uma bruxa poderosa, inteligente, bonita e engraçada, também se aventurou nessa jornada de impedir um criminoso de roubar a Pedra Filosofal.

 

- Da casa Lufa-Lufa: Senhorita Nynphadora Tonks, monitora-chefe, pela sagacidade em compreender que impedir primeiranistas de fazer algo não funcionaria, e mesmo assim visar acompanhá-los como fonte de proteção em testes extremamente perigosos, seja passando por um Cérbero gigante, um Visgo do Diabo, Chaves Malditas, Real Xadrez de Bruxo, e ainda mais, utilizar de uma magia explosiva avançada e muito bem concentrada contra um Troll, explodindo sua cabeça e impedindo que o dano causado afetasse a estrutura do castelo.

 

- Concedo a casa de Lufa-Lufa cem pontos. - Ditou o diretor com todos os pontos de todas as casas enfim terminando de serem calculados, e o da Lufa-Lufa avançando em primeiro lugar. - O que significa. - Continuou Dumbledore procurando se sobrepor à tempestade de aplausos geral que via a pior casa de Hogwarts segundo o preconceito de muitos, subir ao topo com a aluna mais engraçada que nesse último jantar, terminava assim sua trajetória escolar. - Que precisamos fazer uma pequena mudança na decoração. - E, dizendo isto, bateu palmas. Num instante, os panos verdes se tornaram amarelos e, os prateados, dourados, a grande serpente de Sonserina desapareceu e o texugo da Lufa-Lufa tomou o seu lugar.

 

 

Foi o melhor início de noite da vida de Harry, melhor do que a vitória no Quadribol ou a ceia de Natal, ou o encontro com o trasgo... jamais esqueceria esta noite. Principalmente quando a metamorfomaga fugira da euforia de sua casa, enquanto pulava no colo de Harry e o beijava sem pudor algum em meio a todos os olhares vidrados de geral e até mesmo dos funcionários.

Dumbledore que sentia a euforia geral, tanto do garoto de ouro da Grifinória estar junto a um "resto" da Lufa-Lufa, logo ela fora chamada pelo diretor para dizer algumas palavras.

 

 

O piscar de olhos dela demonstrou que realmente seria um discurso ao estilo único dela, no qual quando subiu ao palco, tropeçara e quase caíra sob risos de todos.

 

 

Nisso, terminando de subir até o palanque enquanto tocava sua varinha em sua garganta num feitiço sonoro que faria a todos o escutarem, logo deu início:

 

- Bom... de início, vão todos se fuder por rir de mim. - Tonks disse piscando os olhos para Harry, sob protesto de Minerva segurada por Albus e Severus. - Não vou enrolar muito, pois realmente estou morrendo de fome essa noite. - Nynphadora iniciou calmamente com um sorriso, mas que logo sumira com seu rosto ficando sério, e seu olhos brilhando em puro esmeralda como vinha ocorrendo sempre que encarava Harry, ainda mais sob visão de todos os alunos que engoliram em seco com um pequeno frio na barriga.

 

- Eu poderia dizer, citar e teorizar centenas de coisas boas ou ruins sobre as quatro casas aqui de Hogwarts comparado a todos os meus anos de estudo, e não culpar falando mal, igual muitos alunos visam fazer contra a Sonserina, Lufa-Lufa, ou até mesmo eles contra as outras.

 

- Mas o foco que tenho a dizer por agora, é sobre a suposta fama da casa Lufa-Lufa ser lugar dos preguiçosos, relaxados onde os restos vão para lá e pessoas sem ambição, inteligência, coragem e essa frescura toda que já vi dezenas de pessoas falarem.

 

- Estão enganados... isso é uma grande farsa! - Nynphadora dizia a tudo como se fosse uma bronca geral. - Darei somente um exemplo, olhem o brasão desta casa, um Texugo, um animal muito subestimado por sua característica de viver pacificamente.

 

- O que não sabem, é que quando um texugo é ameaçado, quando sua família é ameaçada por outro animal, ele luta sem medo com animais muito maiores e mais perigosos, inclusive lobos que são muito bem vistos por sua soberania e alcateias.

 

- Somente peço que vejam seus ideais com provas antes de saírem falando mal de algo, simplesmente, pois os outros falam isso. Eu fui, sim, atrás da Pedra Filosofal, lutei sim contra um Troll, e nem mesmo foi uma luta. Pois eu e Neville realmente massacramos o monstro em dois movimentos de equipe, salvando assim qualquer chance de toda a escola estarem em perigo.

 

- Agora olhem para mim, estou terminando meu último ano em Hogwarts com chave de ouro e ainda tendo a ambição de se tornar uma Auror, isso é para todo mundo que não só fala mal da Lufa-Lufa, mas também da Sonserina, Corvinal e até da Grifinória.

 

- Pensem mais e parem de entrar na modinha desse pessoal imbecil que só serve para falar mal dos outros... pois aí vocês terão uma convivência bem melhor do que somente ficar seguindo as vontades de preconceitos de seus pais... bom, valeu e Adeus. - Por fim, Nynphadora disse rindo enquanto descia rapidamente na direção da mesa da Lufa-Lufa mandando o dedo do meio para todos, sob euforia dos gêmeos que riam da cara de tacho de geral que realmente falava mal dos outros.

 

 

Dumbledore que sorria para isso, logo pensara em conjunto com muitos:

 

- "Talvez um discurso no final do ano com representante das casas não seja tão mal assim." - O diretor riu enquanto via que as palavras diretas e nada cultas como a de um adolescente, visavam afetar realmente o público em questão.

Principalmente os mais jovens, que por mais que achavam graça daquilo, ainda tinham agora uma certa permissão de liberdade para se socializarem com os outros.

 

 

Parte 03 no próximo Capítulo devido ao limite de palavras da postagem do capítulo.