Chegando à uma casa, arrombo a porta que é arremessada a longa distância. Os quatro membros da família que estão presente na sala me olham assustados.
A mãe, pega os dois filhos pelos pulsos e tenta correr. Porém, vou rapidamente até ela ficando em sua frente e impedindo que saia enquanto o seu marido observa tudo paralisado.
—Hora, para quê fugir? - Falo sorrindo - Fique conosco!
— Por favor... — A mãe suplica, balançando a cabeça, segurando seus filhos junto ao corpo.
— Não seja uma presa difícil!
Conduzo-os de volta aos seus lugares, olhando para seus corpos trêmulos. E os faço sentar no sofá.
— Eu acho incrível como os humanos têm medo de morrer.
Caminho até o outro lado da sala em direção a um pequeno bar e me sirvo de uma taça de vinho. Viro-me e tomo um gole, sabendo que logo irei saciar minha sede.
— Vocês sabem me dizer o porquê?
Aproximo-me e o cheiro que exala de seus corpos me faz passar a língua pelo lábio inferior. Causando-os medo.
— Já que não querem responder... Eu respondo! - sorrio malignamente.
Sento-me em uma poltrona, me servindo mais um pouco de vinho. Tomo um longo gole.
Fecho os olhos sentindo o vinho descer por minha garganta, mas que droga, essa bebida é horrível. Jogo a taça meio cheia na parede, eles se sobressaltam.
— Voltando à resposta... Porque vocês têm medo de conhecer o inferno! — Levanto e vou em direção a porta abrindo-a bem de vagar. — Vocês humanos vivem como uns merdas, fazendo besteiras em tudo. São egoístas... Então, por isso, hoje vocês foram os sortudos e eu decidi mostrar como não ser mais uns parasitas. - Solto uma gargalhada olhando-os intensamente. — Podem vir! — grito.
Nesse instante quatro vampiros respondem meu chamado entrando pela porta. Eles os observam com um olhar mortal, mas não atacarão até que eu dê o sinal.
Pego a menina pela cabeça, aparentemente a mais nova, e quebro o seu pescoço.
— Outra coisa que odeio em humanos: sua fragilidade. — Jogo o corpo dela, já sem vida, para os vampiros que estavam atrás deles. A mulher chora alto.
— Desculpa, estamos famintos. — digo dando de ombros e fazendo o mesmo com seu filho mais velho. — Não chorem. Eles foram para um lugar melhor. Não é assim que vocês falam? — pergunto olhando para eles. — Agora, vocês escolhem. Quem morrerá e quem viverá por um bom tempo? — eles ficam em silêncio. — Vamos, não sejam tímidos!
— Você é o Demônio! — o homem diz quase como um sussurro. Olho para ele, me aproximando.
— Não sou não. Mas, entre ele e eu, não tem muita diferença. Você verá.
Perfuro seu peito e arranco seu coração. A mulher grita, ela está pálida. E diz entre dentes:
— E... Eu? Vou virar um monstro? — choraminga. - Eu não quero!
— Jamais separaria uma família. Eles irão cuidar de você.
Aponto com a cabeça para dois vampiros que vem em minha direção. O barulho dos corpos sendo rasgados e drenados são como músicas para meus ouvidos. Volto a sentar na poltrona, pego em uma taça recém cheia de sangue, que se encontra na mesinha de canto, dou um longo gole e suspiro satisfeito.